A filosofia francesa contemporânea é marcada por uma profunda crítica aos grandes sistemas absolutos, um questionamento sobre a linguagem e o sujeito, e um forte engajamento com temas políticos, éticos e sociais. Dentre as principais correntes de pensamento e seus respectivos autores, podemos destacar:
1. Existencialismo e Fenomenologia
No pós-Segunda Guerra, a França torna-se o centro do existencialismo. A premissa fundamental de que "a existência precede a essência" coloca a liberdade humanista e a responsabilidade no centro do debate com Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir.
2. Estruturalismo
Nos anos 1960, ocorre uma virada metodológica: em vez do foco na consciência individual ou no sujeito livre, o estruturalismo busca analisar as estruturas ocultas (linguísticas, sociais, inconscientes) que determinam o comportamento humano em autores como: Claude Lévi-Strauss (Antropologia); Jacques Lacan (Psicanálise); e Louis Althusser (Marxismo).
3. Pós-Estruturalismo e Pós-Modernismo
A partir do final da década de 1960 (fortemente influenciada pelo movimento de Maio de 1968), pensadores franceses passam a criticar o próprio estruturalismo, rejeitando verdades fixas, grandes narrativas e verdades universais, como é o caso de Michel Foucault, Jacques Derrida e Gilles Deleuze (com Félix Guattari).